Muitas dificuldades para o treinador neste primeiro jogo, que para além de ser num campo dificil como é o Bessa, confrontava-se com várias ausências importantes. Além dos transferidos Raphinha e Thierry Correia, também não poderia contar com o castigado Coates e os lesionados de última hora, Luiz Phelippe e Vietto.
Devido a todas estas contrariedades, o novo treinador viu-se obrigado a lançar vários dos novos reforços como Rosier na direita da defesa, Neto, no centro da mesma e um ataque completamente novo como Gonzalo Plata a fazer parelha com Bolasie ,extremo que veio emprestado proveniente do Everton. Apesar de tudo nota positiva para a presença no banco de Battaglia, 11 meses depois,recuperado de longo período de lesão.
Confesso que tinha alguma expectativa para este jogo por ser o primeiro do novo treinador e esperava uma entrada forte e afirmativa da equipa e não foi isso que se passou. Voltámos a entrar como nos últimos jogos, moles e desconcentrados e logo no inicio depois de uma perda de bola escusada de Wendel um dos piores na noite do Bessa, o Boavista num livre directo inaugura o marcador logo aos 6 minutos.
Depois do golo madrugador esperava-se um reacção pronta dos leões mas nao se passou nada disso. Durante toda a primeira parte vi um Sporting sem ideias, bem controlado por um Boavista que dava a iniciativa de jogo total ao adversário tentando jogar no erro e sair em contra-ataques rápidos para assim surpreender.
Na segunda parte, destaque para a estreia de Jesé Rodriguez e a verdade é que o Sporting veio para o reinicio mais dinâmico e com mais velocidade na busca de inverter o resultado aproveitando também uma notória quebra física dos boavisteiros acaba por chegar à igualdade também de bola parada através de um livro directo de Bruno Fernandes, mais uma vez decisivo, mesmo que não tenha sido dos jogos mais conseguidos do médio leonino.
Até ao final, o Sporting tentou de varias formas derrubar a muralha axadrezada no sentido de sair com os três pontos do Bessa mas acabou por nao conseguir dando já nesta segunda parte uma pequena ideia do que Leonel Pontes poderá fazer sendo que, para além das muitas limitações em termos de jogadores nao nos poderemos esquecer que esta foi um semana de selecções que desfalcaram muito os clubes e que o nosso treinador teve apenas dois treinos com o plantel completo para preparar este jogo
Apesar do jogo menos conseguido, destaque pela positiva para os reforços Rosier, muito seguro na defesa faltando apenas um pouco mais de atrevimento nas subidas e Bolasie que mesmo jogando deslocado da sua posição natural demonstrou bons pormenores e foi dos mais lutadores em campo tendo ainda tempo para puxar pelo apoio dos adeptos na busca pela vitória.
Destaque negativo para Wendel, responsável pela falta que dá origem ao golo do Boavista revelando o que lhe havia visto em jogos anteriores, pouca intensidade e muita lentidão parecendo muitas vezes desligado do jogo e Gonzalo Plata que apesar de também ter jogado fora da sua posição passou completamente ao lado do jogo, ele que vinha aguçando o apetite dos adeptos com as ultimas exibições pela selecção equatoriana.
Última nota neste jogo vai para o árbitro desta partida, Jorge Sousa. E uma nota negativa para não variar. Uma exibição fraca do arbitro portuense. Não foi por ele que o Sporting não ganhou mas revelou demasiada permissividade durante o jogo principalmente na primeira parte em relação ao jogo faltoso do Boavista sem que houvesse a respectiva punição. E cereja no topo do bolo, perto do final do jogo, expulsa Bruno Fernandes, ele o alvo maioritário das entradas faltosas, por uma falta normal. Se o Sporting não soube fazer o seu trabalho no sentido de ganhar o jogo, outros intervenientes houve que também não souberam cumprir a sua função dentro de campo.
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| Jogadores agradecendo o apoio dos adeptos no Bessa. |

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