sexta-feira, 24 de julho de 2020

Derrota na festa do Campeão

O Sporting de Rúben Amorim enfrentava no Estádio do Dragão frente ao quase campeão F.C.Porto o seu primeiro teste de fogo com vista à constituição do plantel para a próxima época.

A primeira conclusão que se pode tirar deste jogo é que a equipa falhou a todos os níveis. O Sporting é neste momento uma equipa curta, sem ideias, a jogar muito para o lado e para trás e os jovens lançados não estão a ter a confiança necessária para arriscar, em particular Mattheus Nunes no meio -campo que podia soltar-se mais vezes e dar mais largura à equipa.

O jogo no Dragão que poderia dar, em caso de vitória, imediatamente o título ao Porto começou com dois autogolos, um para equipa correctamente ajuizados pelo árbitro. Depois, durante toda a primeira parte o F.C.Porto dominou a posse de bola tendo tido uma grande oportunidade para chegar primeiro à vantagem através de Luís Diaz num remate que Coates tirou sobra a linha de golo.

O Sporting só criava perigo através de bolas paradas com Coates primeiro e Jovane na ocasião mais perigosa dos leões no jogo depois com o luso-caboverdeano solto na área a cabecear torto.

A segunda parte começou na mesma toada da primeira com os portistas no comando das operações, e é num altura em que o jogo se encontrava meio adormecido que na sequência de um canto aos 64 minutos numa falha defensiva muito vista esta época para os lados de Alvalade, Danilo Pereira antecipa-se a toda a defesa leonina e factura o primeiro da partida.

O Sporting, a partir dessa altura não mais conseguiu reagir também por mérito da equipa da casa, mas o que é facto é que a equipa ficou totalmente manietada e nem o regresso de Jovane nem o lançamento de mais jovens na segunda parte, em especial o desequilibrador Joelson Fernandes deram uma outra imagem à exibição leonina como já aqui se disse muito pobre e curta.

E estava o jogo a encaminhar-se para o fim, quando, já em período de descontos Marega isola-se e aproveitando um desequilíbrio de Max na saída dos postes sentencia o jogo.

Foi a primeira derrota da era Rúben Amorim (algum dia teria de acontecer) mas convém referir que foi uma derrota totalmente justa contra um adversário que foi superior e que no final comemorou de forma merecida mais um título de campeão nacional.

Já os leões com esta derrota viram o Sp.Braga reduzir para dois pontos a vantagem depois do seu surpreendente empate contra o Belenenses SAD.

Max a ser batido no primeiro golo.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Vitória sem brilho

O Sporting recebeu e bateu o Santa Clara por um magro 1-0 em mais uma ronda do campeonato com Jovane a brilhar,sendo ele mais um vez decisivo e o marcador do único golo do jogo.

Depois do empate em Moreira de Cónegos, Rúben Amorim voltou a apostar de forma mais consistente nos jovens com o regresso à equipa do central Eduardo Quaresma e do lateral Nuno Mendes. Destaque ainda para o posicionamento ainda não experimentado esta época de Acuña como central pelo lado esquerdo.

Primeira parte disputada num ritmo lento, uma vez mais com uma circulação de bola lenta do Sporting e um Santa Clara atrevido sempre à procura de transições rápidas, no entanto com as equipas bastante encaixadas sem haver grande perigo para as balizas.

Nota neste primeiro período do jogo para dois golos anulados, um para cada equipa. Primeiro um empurrão (duvidoso) de Coates na área açoriana e depois um fora de jogo bem assinalado ao avançado do Santa Clara e ainda um desentendimento entre um defesa e o guarda redes açoriano que quase permitia no ressalto um golo fácil a Sporar.

Na segunda parte, a equipa leonina entrou determinada a decidir o jogo e acaba por marcar o único golo, e que golo, aos 64 minutos por intermédio de Jovane Cabral, num remate de difícil execução após um magistral cruzamento de Wendel, uma das figuras dos verde e brancos nesta partida.

A partir desse momento ficámos mais confiantes e podíamos logo a seguir ter marcado o segundo se o miúdo Nuno Mendes tivesse arriscado o remate em vez do passe para Jovane em zona prometedora.

Até ao final alguma pressão do Santa Clara em busca do empate mas todas as poucas tentativas esbarraram na bem organizada defensiva leonina liderada superiormente pelo capitão Sebastián Coates.

Acabou por ser mais um jogo sem brilho mas em que o essencial foi assegurado que era a vitória depois de uma exibição cinzenta na anterior jornada e que permite aos leões continuarem no terceiro posto com três pontos de vantagem sobre o Sp.Braga.

Coates ganha de cabeça a um defesa do Sta.Clara

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Nulo minhoto

Em mais uma jornada do Campeonato o Sporting deslocou-se a Moreira de Cónegos para defrontar o Moreirense e nao foi além de um decepcionante empate a zero.

As expectativas dos adeptos estavam naturalmente em alta devido às recentes vitorias e eu confesso que esperava bastante mais da equipa treinada por Rúben Amorim.

O treinador operou uma verdadeira revolução no onze inicial, com o regresso dos elementos mais experientes como Neto, Acuña e Battaglia e a saída de alguns jovens da equipa titular como Eduardo Quaresma e Nuno Mendes mantendo-se apenas Matheus Nunes das novidades mais recentes, e ainda a presença algo surpreendente no banco do habitual titular Wendel, que só entraria no segundo tempo.

A verdade é que apesar de um onze mais experiente a equipa continua a apresentar algumas deficiências nomeadamente no que diz respeito à intensidade e rapidez na circulação de bola que continuam muito lentas e isso notou-se durante todo o jogo no Minho, com os leões a apresentarem grandes dificuldades em ultrapassar uma muito bem organizada defesa do Moreirense.

As únicas oportunidades da primeira parte acabaram pertencer à equipa da casa com o Sporting a não fazer um único remate enquadrado na primeira parte. Uma produção ofensiva praticamente nula.

A segunda parte iniciou-se como os leões a quererem dar um abanão na letargia da primeira parte e logo no reinicio uma escapada pela direita de Gonzalo Plata com Halliche a derrubá-lo quando o equatoriano seguia isolado para a baliza e o árbitro bem a expulsá-lo.

A partir deste momento esperava-se que o jogo mudasse radicalmente e que o Sporting naturalmente se impusesse mas se bem que os leões se instalaram definitivamente no meio campo contrário e o Moreirense recuou linhas, a verdade é que nunca conseguiu criar verdadeiras ocasiões de golo apostando num carrossel lento e previsível que a equipa nortenha facilmente ia anulando.

No segundo tempo, destaques para um cabeceamento de Coates e um remate de Sporar, muito só na frente de ataque. Muito pouco para o nível e qualidade do Sporting que tinha obrigação de fazer muito mais contra este adversário.

A juntar a tudo isto, ainda a terrível desempenho dos desequilibradores da equipa Jovane Cabral e Plata, também contribuíram decisivamente para o descalabro colectivo da equipa que só nao foi maior porque a defesa manteve-se muito certinha e não permitiu grandes veleidades ao Moreirense que depois da expulsão praticamente se limitou a defender.

Apesar de toda esta desinspiração e do mau jogo que o Sporting efectuou penso que é da mais elementar justiça referir e não é com prazer que o faço, a influencia negativa do árbitro Tiago Martins no encontro ao sonegar dois penaltis à turma de Alvalade. O primeiro aos dois minutos, numa rasteira a Jovane e já em tempo de descontos, aos 95 minutos, um agarrão claríssimo a Coates não foi assinalado mesmo depois de ter sido alertado pelo VAR optou por não marcar o castigo máximo. Estas duas decisões principalmente a segunda pelo tempo de jogo que se verificava na altura, apesar de não justificarem a má exibição sportinguista acabaram por ter influência directa no resultado.

Com esta igualdade, o Sporting soma agora 56 pontos e viu reduzida a sua vantagem na classificação para três pontos em relação ao Sp.Braga.

Joelson na disputa da bola.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Leão soma e segue!

Em dia de aniversário, em clima de festa, o Sporting recebeu em Alvalade o Gil Vicente, equipa aflita para escapar à despromoção e triunfou mais uma vez desta feita por 2-1, na quarta vitória consecutiva para o campeonato.

A equipa entrava motivada para o jogo não só pelas vitorias alcançadas mas também pelo facto de todos os jogadores disponíveis para o jogo envergarem nas camisolas nomes de glorias passadas do Sporting em homenagem ao aniversário do nosso clube, como Damas, Balakov, Figo e Cristiano Ronaldo, entre outros.

Para esta partida, Rúben Amorim não podia contar com a maior figura dos leões nesta retoma, Jovane Cabral que estava lesionado assim como o experiente Acuña também em recuperação. No onze apareceu Ristovski pela direita da defesa, ele que fez um bom jogo nomeadamente na vertente ofensiva e Rafael Camacho surgiu no lugar de Jovane não conseguindo convencer-me ainda nem à maioria dos adeptos sportinguistas.

Entrada mais uma vez segura do Sporting com muita posse de bola, construção tranquila desde trás mas pareceu-me tudo ser feito novamente de uma forma muito lenta não querendo os leões mesmo em situação de desequilíbrio da equipa contrária tentar o contra ataque rápido optando por jogar sempre para trás para voltar a organizar. O Gil Vicente por sua vez defendia baixo tentando surpreender o Sporting em transições rápidas sempre comandadas pelo ex-jogador leonino Rúben Ribeiro.

E foi neste estado de coisas que aos 21 minutos numa arrancada de Gonzalo Plata pela direita surge o primeiro golo da partida com Wendel a aparecer oportuno na zona central da área a bater o guarda -redes gilista. Mais uma vez começávamos bem a partida com um golo cedo, o que tem sido apanágio nestes últimos jogos. Ate ao intervalo, a registar apenas um golo bem anulado ao Gil Vicente por fora de jogo de Sandro Lima, com os leões a controlarem perfeitamente um jogo nem sempre bem jogado.

A segunda parte começa com uma entrada forte do Sporting com Wendel na primeira aproximação à baliza contrária com uma perdida escandalosa na cara do guarda-redes. Não foi à primeira foi à segunda. Pouco depois na sequência de um passe completamente disparatado do lateral direito adversário Claude Gonçalves, Plata aproveita e com calma marca o segundo golo dando outra tranquilidade à equipa.

O jogo foi decorrendo de forma pachorrenta até final com a excepção de uma grande penalidade escusada cometida por Doumbia recém-entrado pouco antes que permitiu aos galos através de Rúben Ribeiro reduzir distâncias mas já nao havia tempo para mais.

Destaque ainda nesta segunda parte para a estreia de mais dois miúdos da cantera leonina, o ponta de de lança de 18 anos, Tiago Tomás e do extremo Joelson Fernandes de 17, a reforçarem o leque de escolhas do treinador Rúben Amorim que demonstrou contar com eles para futuras batalhas.

Com mais esta vitória, o Sporting consolida o 3º lugar da tabela com 55 pontos, cinco à maior que o Sp.Braga.

Wendel, autor do primeiro golo do jogo.






quarta-feira, 1 de julho de 2020

Três pastéis de Belém

No jogo de homenagem a Jéremy Mathieu, O Sporting regressou à Liga na passada sexta feira na Cidade do Futebol em Oeiras, para defrontar o Belenenses SAD a quem venceu por 3-1.

Principal novidade no onze de Rúben Amorim, a entrada no onze de Ristovski para a direita da defesa no lugar de Rafael Camacho que vinha revelando algumas dificuldades nos últimos jogos.

Entrada forte dos donos da casa, com o Sporting a revelar grandes dificuldades na primeira fase de construção de jogo com os avançados e médios azuis a pressionarem alto e a dificultarem a saída de bola leonina.

Fruto dessa pressão, o Belenenses SAD chega à vantagem cedo no jogo, (9 minutos) através de Licá a surgir oportuno na área aproveitando um mau alivio do jovem Eduardo Quaresma.

De facto, a primeira parte leonina não foi boa mas valeu a a reacção rápida e eficaz de uma equipa uma vez mais comandada por Jovane Cabral que seria um dos protagonistas do jogo.

Aos 21 minutos, Sebastian Coates eleva-se bem e aproveitando uma saída fora de tempo de Koffi faz o empate. Aos 36, Jovane num magnifico pontapé acrobático faz, na minha opinião, um dos golos do campeonato e coloca os leões na liderança do marcador. Por fim, já em período de descontos da primeira parte,o Sporting conquista uma grande penalidade por derrube a Sporar, que, mais uma vez, Jovane se encarregou de marcar à segunda tentativa depois de ter falhado à primeira pelo facto do guarda-redes se ter adiantado aquando do remate.

O Sporting resolvia praticamente o jogo na primeira parte jogo esse que se poderia ter tornado complicado devido ao golo madrugador do Belenenses SAD.

Na segunda parte, Rúben Amorim vem com uma estratégia mais conservadora mas sempre de olhos na baliza contrária. Tira Jovane por precaução com uma pequena lesão e lança Francisco Geraldes. Com esta alteração, a equipa perdeu vertigem e imprevisibilidade mas ganha cérebro e uma capacidade de tiro exterior que Geraldes aproveitou para pôr em prática na segunda parte pelo menos em duas ocasiões.

Acabou por ser uma segunda parte mais morna com o Sporting a gerir bem todos os momentos do jogo e a aproveitar igualmente a queda física dos homens de Belém depois da grande primeira parte que protagonizaram.

Em suma, vitória justa e tranquila do Sporting numa exibição não muito bem conseguida mas a revelar uma boa eficácia em especial na primeira parte.

Com esta vitória a nossa equipa mantém-se no 3º lugar com 52 pontos,com dois pontos de avanço sobre o Sp.Braga que nesta jornada também venceu, neste caso o V.Guimarães por 3-2.


Jogadores do Sporting a festejar um golo. 






Parabéns Sporting!

Passo por aqui, no dia de hoje, tão especial para desejar um feliz aniversário ao melhor clube do mundo, o nosso Sporting Clube de Portugal pelo seu 114º aniversário. Recordo que o nosso clube foi fundado a 1 de Julho de 1906.

Brindemos a isso e que venham mais conquistas no futuro, não só no futebol mas nas mais variadas modalidades.

Sporting Clube de Portugal