As expectativas dos adeptos estavam naturalmente em alta devido às recentes vitorias e eu confesso que esperava bastante mais da equipa treinada por Rúben Amorim.
O treinador operou uma verdadeira revolução no onze inicial, com o regresso dos elementos mais experientes como Neto, Acuña e Battaglia e a saída de alguns jovens da equipa titular como Eduardo Quaresma e Nuno Mendes mantendo-se apenas Matheus Nunes das novidades mais recentes, e ainda a presença algo surpreendente no banco do habitual titular Wendel, que só entraria no segundo tempo.
A verdade é que apesar de um onze mais experiente a equipa continua a apresentar algumas deficiências nomeadamente no que diz respeito à intensidade e rapidez na circulação de bola que continuam muito lentas e isso notou-se durante todo o jogo no Minho, com os leões a apresentarem grandes dificuldades em ultrapassar uma muito bem organizada defesa do Moreirense.
As únicas oportunidades da primeira parte acabaram pertencer à equipa da casa com o Sporting a não fazer um único remate enquadrado na primeira parte. Uma produção ofensiva praticamente nula.
A segunda parte iniciou-se como os leões a quererem dar um abanão na letargia da primeira parte e logo no reinicio uma escapada pela direita de Gonzalo Plata com Halliche a derrubá-lo quando o equatoriano seguia isolado para a baliza e o árbitro bem a expulsá-lo.
A partir deste momento esperava-se que o jogo mudasse radicalmente e que o Sporting naturalmente se impusesse mas se bem que os leões se instalaram definitivamente no meio campo contrário e o Moreirense recuou linhas, a verdade é que nunca conseguiu criar verdadeiras ocasiões de golo apostando num carrossel lento e previsível que a equipa nortenha facilmente ia anulando.
No segundo tempo, destaques para um cabeceamento de Coates e um remate de Sporar, muito só na frente de ataque. Muito pouco para o nível e qualidade do Sporting que tinha obrigação de fazer muito mais contra este adversário.
A juntar a tudo isto, ainda a terrível desempenho dos desequilibradores da equipa Jovane Cabral e Plata, também contribuíram decisivamente para o descalabro colectivo da equipa que só nao foi maior porque a defesa manteve-se muito certinha e não permitiu grandes veleidades ao Moreirense que depois da expulsão praticamente se limitou a defender.
Apesar de toda esta desinspiração e do mau jogo que o Sporting efectuou penso que é da mais elementar justiça referir e não é com prazer que o faço, a influencia negativa do árbitro Tiago Martins no encontro ao sonegar dois penaltis à turma de Alvalade. O primeiro aos dois minutos, numa rasteira a Jovane e já em tempo de descontos, aos 95 minutos, um agarrão claríssimo a Coates não foi assinalado mesmo depois de ter sido alertado pelo VAR optou por não marcar o castigo máximo. Estas duas decisões principalmente a segunda pelo tempo de jogo que se verificava na altura, apesar de não justificarem a má exibição sportinguista acabaram por ter influência directa no resultado.
Com esta igualdade, o Sporting soma agora 56 pontos e viu reduzida a sua vantagem na classificação para três pontos em relação ao Sp.Braga.
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| Joelson na disputa da bola. |

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